Investigação via Facebook - Polícia engana criminosos

Publicado em 11 de julho de 2011
Categoria: Segurança Pública
 Buenos Aires – Uma nova estratégia de investigação criminal, utilizando-se do espaço virtual e da febre das redes sociais, está surgindo e obtendo bons resultados. Há pelo menos três casos bem-sucedidos. Policiais criam personagens e passam a se relacionar com suspeitos, para obter informações e provas.

O Facebook se converteu nessa ferramenta contra o crime. A polícia se aproveita de que milhões de pessoas em todo o mundo se relacionam pela rede e trata de usá-la contra eventuais criminosos. Em Buenos Aires, por exemplo, a divisão de investigações adotou a estratégia e atingiu seus objetivos.

– Mergulhando nas redes sociais, vimos que essa pessoa tinha um perfil no Facebook. Então, decidimos criar uma jovem virtual, com todas as características de uma pessoa verdadeira: fotos, informações. Levamos tempo. Em um primeiro momento, o investigado era reticente. Mas, com o passar das semanas, começou um relacionamento. Foram quatro meses. O vínculo se tornou muito estreito, o procurado se apaixonou pela jovem virtual– explicou ao jornal argentino La Nación o responsável por essa investigação – Fabián Viscaino.

Até que ocorreu o encontro. Um encontro frustrante, é claro.

– Dissemos para o procurado que a jovem tinha uma viagem até Pergamino para dar aulas. Marcamos um encontro nas imediações de um hotel. Antes de se encontrarem, mantiveram uma comunicação que durou 40 minutos. Quando ele foi ao encontro dela, o detivemos – conta o policial.

O curioso foi a reação do procurado no instante da prisão. Ele estava, segundo Viscaino, mais preocupado porque não iria se encontrar com a jovem do que com a detenção em si, tal era sua ilusão.

Outro caso, também na Argentina, é o de um detetive particular que foi contratado para investigar uma relação extramatrimonial. Uma mulher foi investigada pelo Facebook, com a criação de um falso perfil, e flagrada em sua infidelidade conjugal. O casamento, então, chegou ao fim.

– Cada vez mais, a rede social é usada em investigações, com a adoção de perfis falsos. Muitas informações são conseguidas dessa forma – afirmou Jack, da empresa de espionagem Detetives Argentinos.
Fonte: Jornal Pioneiro. Link original - http://www.clicrbs.com.br/pioneiro/rs/impressa/11,3381382,157,17497,impressa.html
Comentar
Enviar
Imprimir

Dr. Ricardo Breier

Ricardo Breier  -  Advogado Criminalista e Professor de Direito Penal.  Conselheiro Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil - RS (2007/12) , Coordenador-Geral da Comissão de Direitos Humanos da OAB/RS (2007/12) e Membro da Comissão Nacional de Direitos Humanos do Conselho Federal da OAB (2010/12).  Especialista nos temas ligados à ciberpedofilia, Direito Penal Economico e Prisão e Liberdade.

+ Saiba mais